como me encontro assim, tão perdida por você?
seu sorriso é um eco no meu peito, eu não consigo te evitar; a cada ônibus, cada loja, cada padaria, meu pensamento se resume a você aonde vou.
me dê certeza dessa vez, ou corte a corda que prende você e eu.
terça-feira, 28 de novembro de 2017
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
baby,
anjos são feitos pra voar, barcos para atravessarem correntezas, mas será que fui feita pra aguentar tudo isso? Seu vai e vem e suas incertezas, nosso esconderijo e meu medo de demonstrar sentimentos. Meu medo de te falar. Será que fui?
No me preguntes si estoy bien
La respuesta ya la tenes
Cada vez que te miro
Me derrito a tus pies
No me preguntes si estoy bien
La respuesta ya la tenes
Cada vez que te miro
Me derrito a tus pies
a
Tento adivinhar seu mapa astral, tento adivinhar sua profissão, tento adivinhar seu sentimento por mim. Tento adivinhar o próximo dia que você vai vir.
Junto peças, junto detalhes, mas chego perto de lugar nenhum. Talvez, nós só façamos sentido quando você está dentro de mim e nós gritamos de prazer.
Quem é você, afinal? Se não minha paixão de verão, que não dará certo, como todos os outros, mas foi melhor que eles - até agora. Seus sentimentos são os chocolates que você me dá, os meus sentimentos, são todas as vezes que te ignoro mas corro pros seus braços depois, sem conseguir me controlar, eu me rendo.
Posso dizer que sou jovem, louca, apaixonada. Estou confusa. Você é uma bolha de chiclete que não consigo estourar.. Quem é você, afinal? Estou cansada de tentar adivinhar - mas ao mesmo tempo seu mistério me encanta, assim como seus chocolates.
Junto peças, junto detalhes, mas chego perto de lugar nenhum. Talvez, nós só façamos sentido quando você está dentro de mim e nós gritamos de prazer.
Quem é você, afinal? Se não minha paixão de verão, que não dará certo, como todos os outros, mas foi melhor que eles - até agora. Seus sentimentos são os chocolates que você me dá, os meus sentimentos, são todas as vezes que te ignoro mas corro pros seus braços depois, sem conseguir me controlar, eu me rendo.
Posso dizer que sou jovem, louca, apaixonada. Estou confusa. Você é uma bolha de chiclete que não consigo estourar.. Quem é você, afinal? Estou cansada de tentar adivinhar - mas ao mesmo tempo seu mistério me encanta, assim como seus chocolates.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Você no chuveiro,
eu no travesseiro,
contando as horas pra você não ir.
Eu sinto saudade, mesmo perto, de ter alguém, no mistério do nosso próprio mundo.
Você fala como se conhecesse tudo, como se quisesse o mundo, e eu te dou meu coração.
Não há festas, nem dinheiro, que seja melhor, do que deitar com você.
Seus olhos tem a dor da dúvida, meu peito grita de confusão, mas quando nos beijamos, sinto o gosto de pêssego em calda, meu estômago vira um monte de flores caindo de uma árvore na primavera, e eu sinto você tremer de desejo.
Desejo, eu me agarro no sossego estranho dos seus braços,
nós já criamos laços,
não há como eu mentir, já que sinto o medo quando te vejo partir,
entrar ali e não voltar mais.
Dor de dúvida e de desejo, o errado não passa mais pela minha cabeça.
Que o dia amanheça com seu beijo de pêssegos em caldas.
Eu te quero toda hora, meu pulso lateja, meu cigarro de cereja, ainda apaga conforme o tempo que eu penso, que eu me agonizo, a cada segundo, você me deixa viva.
eu no travesseiro,
contando as horas pra você não ir.
Eu sinto saudade, mesmo perto, de ter alguém, no mistério do nosso próprio mundo.
Você fala como se conhecesse tudo, como se quisesse o mundo, e eu te dou meu coração.
Não há festas, nem dinheiro, que seja melhor, do que deitar com você.
Seus olhos tem a dor da dúvida, meu peito grita de confusão, mas quando nos beijamos, sinto o gosto de pêssego em calda, meu estômago vira um monte de flores caindo de uma árvore na primavera, e eu sinto você tremer de desejo.
Desejo, eu me agarro no sossego estranho dos seus braços,
nós já criamos laços,
não há como eu mentir, já que sinto o medo quando te vejo partir,
entrar ali e não voltar mais.
Dor de dúvida e de desejo, o errado não passa mais pela minha cabeça.
Que o dia amanheça com seu beijo de pêssegos em caldas.
Eu te quero toda hora, meu pulso lateja, meu cigarro de cereja, ainda apaga conforme o tempo que eu penso, que eu me agonizo, a cada segundo, você me deixa viva.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
acordando com saudades
Dentro de mim, há uma grande ilha de carne; meu coração. Não tente invadir meus alpes, pela contramão, que você pode sentir tontura e arrepios.
l-o-u-c-a, é como eles me chamavam. Já fui namorada de muitos, mas a mulher só de um. Já transei com muitos, mas fiz amor só com. Já ganhei presentes de todos; vestidos, meias, barras de chocolates mas os tímidos brincos de pérolas ainda estão nas minhas orelhas.
Não importa quanto tempo passe, porque já se passaram meia década; meu cabelo cresceu, seu bigode também, nossos amigos tiveram filhos, nós continuamos tomando litros e litros de cerveja, e você continua sendo o único. Clichê; homem da minha vida.
l-o-u-c-a, é como eles me chamavam. Já fui namorada de muitos, mas a mulher só de um. Já transei com muitos, mas fiz amor só com. Já ganhei presentes de todos; vestidos, meias, barras de chocolates mas os tímidos brincos de pérolas ainda estão nas minhas orelhas.
Não importa quanto tempo passe, porque já se passaram meia década; meu cabelo cresceu, seu bigode também, nossos amigos tiveram filhos, nós continuamos tomando litros e litros de cerveja, e você continua sendo o único. Clichê; homem da minha vida.
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
sexta-feira, 7 de julho de 2017
Lembro de quando me deu conselhos, que havia estrelas nos seus olhos. Você fala de amor próprio como fala de plantas. Toda sua naturalidade. Todo meu vislumbre.
Enquanto você dita a regra que ir no parque e caminhar é uma das maiores demonstrações de amor a si mesmo, eu imagino gigantes cactos te cobrindo, como se fossem a sua personalidade. Espinhosa, forte, mas bonita.
Eu sempre fui apaixonada por cactos, comprava-os no mercadinho e na feira de domingo. Tive de vários formatos, tamanhos, nomes. Eu não dava nome a eles, eu digo, nome científico.
Uma tarde eu resolvi catalogá-los, não tendo mais o que fazer. Hoje em dia, eu tenho sempre pressa, e não posso passar a tarde classificando cactos de estimação.
Gostaria de me sentar perto de você novamente só para ver as estrelas. Para enroscar a mão em sua nuca, enquanto tento me esquecer de algum problema que eu estava tendo. Sempre assim, você sabe, as crises existenciais.
Podemos beber todo o conhaque, e eu nem gosto de conhaque, que existe nesse mundo. Podemos fazer comparações de beber conhaque a noite com passar a tarde se dedicando a plantas. È perda de tempo de qualquer modo, mas como você disse, não há demonstração maior de amor próprio.
sábado, 24 de junho de 2017
él
Eu gosto de todas as perversidades que já me falou e de todas as vezes que te respondi com obscenidade.
Eu não lembro ao certo o que falei quando nos despedimos ontem mas lembro como nossas bocas se encaixaram - e fui te encontrar justamente pra por um ponto final, mas saí com três pontos finais e uma conclusão: somos duas pessoas doentes, que estragam o que poderiamos ter porque não conseguimos sossegar o desejo de carne que temos um pelo outro.
Ainda estou na dúvida entre a cor do seu olho mas gosto muito da cor dele, e estou na dúvida também se eu devia te encontrar de novo... e eu também gosto muito de você.
Eu não lembro ao certo o que falei quando nos despedimos ontem mas lembro como nossas bocas se encaixaram - e fui te encontrar justamente pra por um ponto final, mas saí com três pontos finais e uma conclusão: somos duas pessoas doentes, que estragam o que poderiamos ter porque não conseguimos sossegar o desejo de carne que temos um pelo outro.
Ainda estou na dúvida entre a cor do seu olho mas gosto muito da cor dele, e estou na dúvida também se eu devia te encontrar de novo... e eu também gosto muito de você.
quarta-feira, 21 de junho de 2017
una noche de verano
Una noche de verano
– estaba abierto el balcón
y la puerta de mi casa –
la muerte en mi casa entró.
Se fue acercando a su lecho
– ni siquiera me miró –,
con unos dedos muy finos,
algo muy tenue rompió.
Silenciosa y sin mirarme,
la muerte otra vez pasó
delante de mí. “¿Qué has hecho?”
La muerte no respondió.
Mi niña quedó tranquila
dolido mi corazón,
¡Ay, lo que la muerte ha roto
era un hilo entre los dos!
– estaba abierto el balcón
y la puerta de mi casa –
la muerte en mi casa entró.
Se fue acercando a su lecho
– ni siquiera me miró –,
con unos dedos muy finos,
algo muy tenue rompió.
Silenciosa y sin mirarme,
la muerte otra vez pasó
delante de mí. “¿Qué has hecho?”
La muerte no respondió.
Mi niña quedó tranquila
dolido mi corazón,
¡Ay, lo que la muerte ha roto
era un hilo entre los dos!
quarta-feira, 10 de maio de 2017
isso me lembra ele
El niño bueno
No sabré desatarme los zapatos y dejar que la ciudad me muerda los pies
no me emborracharé bajo los puentes, no cometeré faltas de estilo.
Acepto este destino de camisas planchadas,
llego a tiempo a los cines, cedo mi asiento a las señoras.
El largo desarreglo de los sentidos me va mal. Opto
por el dentífrico y las toallas. Me vacuno.
Mira qué pobre amante, incapaz de meterse en una fuente
para traerte un pescadito rojo
bajo la rabia de gendarmes y niñeras.
Julio Cortazar
domingo, 30 de abril de 2017
terça-feira, 25 de abril de 2017
Tempo, escapa, passa rápido. Quando eu era uma criança, ele se arrastava devagar, o natal demorava pra chegar, e meu aniversário então.. Se rastejava pelas paredes. E sempre parecia que os domingos iam ser infinitos, me dava uma tensa sensação de solidão. Parece que foi ontem, e já se fazem mais de 14 anos. Engraçado, não? Os domingos de quando eu tinha 8 anos, passavam mais devagar que esses 14 anos se passaram.
Agora, tudo voa. Uma hora parece um minuto. Isso é bom, mas também não é, acho que tudo é culpa dessa minha ansiedade ranzinza, que me faz ter uma agenda de atividades na cabeça, repetindo para mim mesma não esquecer de realizar nada. Maçante.
O tempo pode ser cruel, pode ser karmico, dependendo das suas ações. O tempo pode te dar mas pode te tirar. E ele tirou ele próprio do meu avô - meu avô não tem mais noção de tempo; não sabe mais que ano estamos, não sabe mais como tomar um banho. Ele esqueceu da época que era jovem, esqueceu de tudo um dia que foi bom ou ruim, mas de qualquer forma eram coisas que aconteceram a ele - o tempo foi lá, e roubou. Doença maldita; ele esqueceu até dos tempos que passou comigo em domingos eternos... Há 14 anos atrás.
Agora, tudo voa. Uma hora parece um minuto. Isso é bom, mas também não é, acho que tudo é culpa dessa minha ansiedade ranzinza, que me faz ter uma agenda de atividades na cabeça, repetindo para mim mesma não esquecer de realizar nada. Maçante.
O tempo pode ser cruel, pode ser karmico, dependendo das suas ações. O tempo pode te dar mas pode te tirar. E ele tirou ele próprio do meu avô - meu avô não tem mais noção de tempo; não sabe mais que ano estamos, não sabe mais como tomar um banho. Ele esqueceu da época que era jovem, esqueceu de tudo um dia que foi bom ou ruim, mas de qualquer forma eram coisas que aconteceram a ele - o tempo foi lá, e roubou. Doença maldita; ele esqueceu até dos tempos que passou comigo em domingos eternos... Há 14 anos atrás.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
josé saramago
Enigma
Um novo ser me nasce em cada hora.
O que fui, já esqueci. O que serei
Não guardará do ser que sou agora
Senão o cumprimento do que sei.
Um novo ser me nasce em cada hora.
O que fui, já esqueci. O que serei
Não guardará do ser que sou agora
Senão o cumprimento do que sei.
álvaro de campos
Sim, sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobresselente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
E ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconsequente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro eléctrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.
Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.
Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
A impressão de pão com manteiga e brinquedos,
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio!...
quarta-feira, 29 de março de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
os opostos me atraem
Me chama a atenção pessoas com a vida totalmente regrada, que vivem em dietas de fibras e comem ovos de galinhas soltas, que tem paciência para comerem morangos orgânicos ao invés de um lanche gorduroso da esquina.
Ok, eu também me chama uma enorme atenção pessoas com a vida totalmente desregrada; geração beat, por exemplo. Loucos e libertinos que largam seus pudores e se entopem de álcool e drogas, que comem cigarros e andam sem um destino fixo; coisa de filme, mas real, algo que sempre carreguei a admiração desde a adolescência - paixão por vidas gastas, pela vida no limite e desejo profundo de manter a liberdade á flor da pele.
''this is our decision to live fast and die young.'' - já dizia Andrew Vanygarden em Time To Pretend.
Quando mais nova eu tinha um desejo profundo de morrer com 21 anos, porque Sid Vicious - meu maior ídolo na época (eu tinha 14 para 15 anos), morreu de overdose aos 21... E hoje com 21 eu vejo que eu não vivi um quarto do que eu quero e vou viver.
A vida sempre dá voltas e coincidências engraçadas, coisas que jamais imaginariamos que estariamos prontos para acontecer, simplesmente acontecem e agimos como se fosse normal - o pensamento positivo e a harmonia com o universo são coisas incríveis.
O ponto que andei pensando em minhas viagens de Mary Jane, era esse; sou um 88 - a mistura do 8 e do 80. A junção da lolita chupando seu pirulito enquando anda pelas ruas balançando seu quadril com a mulher que vira as noites estudando para não surtar na hora de uma prova.
Coisas banais, iguais e sem faixa etária. Uma mistura acontece e uma personalidade se forma; eu sempre me senti fora da casca das pessoas.
Ok, eu também me chama uma enorme atenção pessoas com a vida totalmente desregrada; geração beat, por exemplo. Loucos e libertinos que largam seus pudores e se entopem de álcool e drogas, que comem cigarros e andam sem um destino fixo; coisa de filme, mas real, algo que sempre carreguei a admiração desde a adolescência - paixão por vidas gastas, pela vida no limite e desejo profundo de manter a liberdade á flor da pele.
''this is our decision to live fast and die young.'' - já dizia Andrew Vanygarden em Time To Pretend.
Quando mais nova eu tinha um desejo profundo de morrer com 21 anos, porque Sid Vicious - meu maior ídolo na época (eu tinha 14 para 15 anos), morreu de overdose aos 21... E hoje com 21 eu vejo que eu não vivi um quarto do que eu quero e vou viver.
A vida sempre dá voltas e coincidências engraçadas, coisas que jamais imaginariamos que estariamos prontos para acontecer, simplesmente acontecem e agimos como se fosse normal - o pensamento positivo e a harmonia com o universo são coisas incríveis.
O ponto que andei pensando em minhas viagens de Mary Jane, era esse; sou um 88 - a mistura do 8 e do 80. A junção da lolita chupando seu pirulito enquando anda pelas ruas balançando seu quadril com a mulher que vira as noites estudando para não surtar na hora de uma prova.
Coisas banais, iguais e sem faixa etária. Uma mistura acontece e uma personalidade se forma; eu sempre me senti fora da casca das pessoas.
sábado, 11 de março de 2017
Eu, ele e nosso próprio universo, numa noite sem hora pra acabar, fumando um baseado, a fumaça do verde entra nas nossas mentes e se modificam num milésimo de segundo; o universo não conspira, ele nos ajuda de certa forma.
Would you bleed for me?
Lick it off my lips like you needed me?
Would you sit me on a couch
With you fingers in my mouth?
You look so cool when you’re reading me
Let’s cause a little trouble
Oh you make me feel so weak
I bet you kiss your knuckles
Right before they touch my cheek
But I’ve got my mind made up this time
‘Cause there’s a menace in my bed
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
And I’ve got my mind made up this time
Go on and light a cigarette
Set a fire in my head
Set a fire in my head tonight
Would you lie for me?
Cross your sorry heart
And hope to die for me?
Would you pin me to a wall?
Would you beg or would you cry?
Stick a needle in your hungry eyes for me?
Let’s cause a little trouble
Oh you make me feel so weak
I bet you kiss your knuckles
Right before they touch my cheek
But I’ve got my mind made up this time
‘Cause there’s a menace in my bed
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
And I’ve got my mind made up this time
Go on and light a cigarette
Set a fire in my head
Set a fire in my head tonight
Don’t forget me, don’t forget me
I wouldn’t leave you if you’d let me
When you met me, when you met me
You told me you were gonna get me
Don’t forget me, don’t forget me
I wouldn’t leave you if you’d
I’ve got my mind made up this time
‘Cause there’s a menace in my bed
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
And I’ve got my mind made up this time
Go on and light a cigarette
Set a fire in my head
Set a fire in my head tonight
Tonight, tonight
Set a fire in my head tonight
Luzes de neon continuam a piscar nas lojas agora fechadas, e os ônibus pararam de passar; duas horas da madrugada e a magia está em todo lugar, seja na cidade ou em alguma savana, seja na cama com duas pessoas fazendo amor ou em uma biblioteca vazia com livros antigos.
A magia do tempo; só ela cura, só ela muda tudo de lugar e tira seu foco - ou prende sua atenção. A magia do tempo traz o amor muitas vezes esquecido em algum copo de cerveja ou alguma mensagem não respondida, acalenta meu medo em seus braços e posso dormir bem. A magia do tempo traz muitas vezes lembranças dormentes á tona; lembrar de algo que aconteceu na época escolar, lembranças mornas e rasas mas que de certa forma aparecem em sua mente, em momentos aleatórios e improváveis.
quinta-feira, 9 de março de 2017
Saia da sua zona de conforto e busque mais do que glitter entre os cabelos, rosas nos dedos e bombons de cereja, tenha em mente todas as ruas vazias e casas abandonadas que possa encontrar no caminho; nada é pouco pra quem quer vencer a vida na unha, tudo é demais para aqueles que dormem pensando no inferno de ser quem é.
A cidade não dorme, eu também não; penso no vinho quente e barato derramado no vestido branco de seda, penso no batom borrado na gravata do moço ao lado, penso até nas vezes que arranhei minha pele em busca de respostas - um total momento de ansiedade...
Por falar em ansiedade, eu e a cidade somos ansiosas; temos insônia, somos rápidas, mas paramos por alguns momentos; as coisas nunca engrenam da maneira que queremos... Mas tudo é como deve ser; efêmero, sútil.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
pensamentos enquanto estou em outra dimensão
Uma reta só pode levar para muitos caminhos - foi isso que eu pensei enquanto subia uma escada completamente chapada após fumar um baseado. Consegue sentir a fortaleza q essas palavras representam para mim em meio a tudo isso?
O caminho escolhido nem sempre é o melhor, a reta nem sempre é a adequada, mas eu nunca saberia disso se não caminhasse com meus próprios pés e experimentasse do meu próprio sangue.
A vida é um sopro - foi o que minha vó me disse enquanto eu fazia minhas malas, então, se ela é um sopro, eu traço a reta rápido e vou confusa, mas vou. O sopro é rápido e eu, ansiosa.
O caminho escolhido nem sempre é o melhor, a reta nem sempre é a adequada, mas eu nunca saberia disso se não caminhasse com meus próprios pés e experimentasse do meu próprio sangue.
A vida é um sopro - foi o que minha vó me disse enquanto eu fazia minhas malas, então, se ela é um sopro, eu traço a reta rápido e vou confusa, mas vou. O sopro é rápido e eu, ansiosa.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
15/02/2017 sp brasil
Eu, com medo de fazer tudo errado, com medo de não acertar o murro na ponta da faca, continuo escovando meus cabelos duzentas vezes até conseguir pensar em um ponto fixo, continuo acendendo um cigarro atrás do outro, mas parei de comer as unhas.
Olho para dentro e tento buscar algo bom. Nas minhas viagens com a Erva, eu me imagino muito além de tudo isso.
Me imagino além do barulho dos trem, das provas de faculdade e dos copos de cerveja; me vejo a garotinha magrela de catorze anos que conseguiu realizar seu sonho e está em um universo paralelo. Sinto orgulho? Sinto medo? Tenho a absoluta certeza que se este momento estivesse acontecendo há 8 anos atrás, a cadeia de emoções seria a mesma; estou aqui. Sou eu; cinzas de cigarro, um alucinógeno e restos de glitter na poeira; um eterno por que.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
''O início de um segundo encontro”
O segundo antes do primeiro beijo. As incontáveis horas que meu coração parecia parar, ou seriam milésimos de segundos?
Eu nem soube o que responder, mas lembro como nossas mãos se encaixavam. Minha mão na sua calça jeans, o primeiro ato do primeiro encontro, línguas girando em céus da boca e toda uma ansiedade contida em forma de estralos de dedos e goles na cerveja.
Você, seu sorriso quando me faz rodar como uma bailarina, você, seus dedos enfiados na gola do meu vestido; eu não sei de onde você vem, não sei se prefere a dor aguda de uma dor de cabeça ou a rapidez de um golpe, o que me impede de avançar e entrar nas suas fronteiras, de te pedir para arrebentar as pérolas de meu colar e se acalentar em meu colo - assim, a agonia se empoleira no meu estômago, enchendo-o de bichos saltitantes a medida que você cede as forças da sua batalha.
Eu nem soube o que responder, mas lembro como nossas mãos se encaixavam. Minha mão na sua calça jeans, o primeiro ato do primeiro encontro, línguas girando em céus da boca e toda uma ansiedade contida em forma de estralos de dedos e goles na cerveja.
Você, seu sorriso quando me faz rodar como uma bailarina, você, seus dedos enfiados na gola do meu vestido; eu não sei de onde você vem, não sei se prefere a dor aguda de uma dor de cabeça ou a rapidez de um golpe, o que me impede de avançar e entrar nas suas fronteiras, de te pedir para arrebentar as pérolas de meu colar e se acalentar em meu colo - assim, a agonia se empoleira no meu estômago, enchendo-o de bichos saltitantes a medida que você cede as forças da sua batalha.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Na nossa infância, congelavamos suco e fingiamos que era sorvete, faziamos trilhas em bando no
meio do matagal, e nesse ocasião eu sempre aproveitava para colher dentes de leão.
Eu tinha medo de escalar as árvores mas mesmo assim o fazia; me jogava depois de subir, dos galhos mais altos, caindo sob o chão com os joelos ralados, veias arrebentadas e mãos arranhadas.
Me deitava de cara pra parede, imaginando milhares de desenhos ali, na manhã seguinte eu me levantava para fazer bolos de terra e sapatos de lata.
Como era puro o sonho infantil. Eu me dava conta que estava de baixo de uma galáxia cheia de estrelas e que aquilo era tudo passageiro. Não tinha medo. Uma criança feita de mármore. Corria. Não olhava, e ria, com as mãos entre a boca.
- Por que você grita tanto? - me perguntavam, eu era só uma criança, mas não poderiam me calar. Eu cresci em silêncio, mas no primeiro ato, da forma que eu escalava árvores, com meus sapatos de latas, comecei a gritar. Meus dedos hoje, assim como eu, não se calaram, e ainda bem, que ninguém tira da minha memórias, essas pequenas lembranças.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Ghost
Felipe.
Peço que você saia da minha vida da mesma maneira que entrou; do nada. A esmo, no espaço.
Sei que você já saiu por conta própria, com sua melhor postura de durão; o peito inflado, o cigarro na mão, rindo das minhas lágrimas secas.
Eu sei.
Você é um fantasma, e assim agem fantasmas; entram e saem do nada, numa fração de segundo que toca uma fagulha, evapora, quebra e ferve, tudo de uma vez só, tudo sem explicação, apenas pelo gosto do estrago, do medo do outro, dos olhos que se reviram, da língua que é mordida pelos dentes pontudos dos que ainda querem amar alguém, e ainda quero, Felipe, embora meu estômago se revira a todo momento que alguém tem a ideia absurda de tocar meus poros de maneira íntima, fazendo com que sua voz entre nos meus ouvidos mesmo você sendo um fantasma e não estando mais aqui (físico, mesmo nunca estando), eu ainda quero.
Conheço tantos lugares, areias, tijolos e edifícios. Conheço centenas de garotos de olhar castanho e linguajar ríspidos. Nenhum deles balança meus quadris nem me faz soar as mãos como você.
Mas você é um fantasma, já não volta mais aqui. Eu te exorcei, expulsei. Vá para o inferno, não vá voltar.
Peço que você saia da minha vida da mesma maneira que entrou; do nada. A esmo, no espaço.
Sei que você já saiu por conta própria, com sua melhor postura de durão; o peito inflado, o cigarro na mão, rindo das minhas lágrimas secas.
Eu sei.
Você é um fantasma, e assim agem fantasmas; entram e saem do nada, numa fração de segundo que toca uma fagulha, evapora, quebra e ferve, tudo de uma vez só, tudo sem explicação, apenas pelo gosto do estrago, do medo do outro, dos olhos que se reviram, da língua que é mordida pelos dentes pontudos dos que ainda querem amar alguém, e ainda quero, Felipe, embora meu estômago se revira a todo momento que alguém tem a ideia absurda de tocar meus poros de maneira íntima, fazendo com que sua voz entre nos meus ouvidos mesmo você sendo um fantasma e não estando mais aqui (físico, mesmo nunca estando), eu ainda quero.
Conheço tantos lugares, areias, tijolos e edifícios. Conheço centenas de garotos de olhar castanho e linguajar ríspidos. Nenhum deles balança meus quadris nem me faz soar as mãos como você.
Mas você é um fantasma, já não volta mais aqui. Eu te exorcei, expulsei. Vá para o inferno, não vá voltar.
A mulher de peixes que eu mais amo
Vovó,
nunca escrevi sobre você, porque nunca me passou pela cabeça já que só escrevo quando estou triste.
Não tenho muito o que dizer, apenas que ela deveria ser metade do que você é e fazer metade do que você faz, e ter metade da coragem que você tem.
São tantas as lembranças boas e os agradecimentos; as risadas no fim de tarde no rancho, o cheiro do almoço no fogão a lenha, os números para jogar na MegaSena que sempre me pedia porque achava que eu tinha o dom da adivinhação...
Vó, você sabe de tudo no seu humilde mundo, sabe até contar o infinito apenas cozinhando numa panela simples enquanto me faz rir na beirada da mesa... A metade da sua sabedoria se encontra no tamanho da capacidade que você me ensinou do que é amor e coragem.
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