sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Você no chuveiro,
eu no travesseiro,
contando as horas pra você não ir.
Eu sinto saudade, mesmo perto, de ter alguém, no mistério do nosso próprio mundo.
Você fala como se conhecesse tudo, como se quisesse o mundo, e eu te dou meu coração.

Não há festas, nem dinheiro, que seja melhor, do que deitar com você.
Seus olhos tem a dor da dúvida, meu peito grita de confusão, mas quando nos beijamos, sinto o gosto de pêssego em calda, meu estômago vira um monte de flores caindo de uma árvore na primavera, e eu sinto você tremer de desejo.

Desejo, eu me agarro no sossego estranho dos seus braços,
nós já criamos laços,
não há como eu mentir, já que sinto o medo quando te vejo partir,
entrar ali e não voltar mais.

Dor de dúvida e de desejo, o errado não passa mais pela minha cabeça.
Que o dia amanheça com seu beijo de pêssegos em caldas.
Eu te quero toda hora, meu pulso lateja, meu cigarro de cereja, ainda apaga conforme o tempo que eu penso, que eu me agonizo, a cada segundo, você me deixa viva.



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