sexta-feira, 28 de março de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
Para os que vivem no gelo,
Não no gelo exatamente, como esquimós, mas dentro de uma grande tormenta fria que se torna ao longo do tempo; depois de tanto sofrimento e tanta dor, que
você
vai
se CONGELANDO... E
é como se você vivesse em seu próprio cubo de gelo, que neva a cada instante a medida que suas lágrimas vão caindo e sendo congeladas pelos seus sentimentos, ou pela falta deles - estão cada vez mais escassos e difícieis de serem sentidos;
eu vejo mas não sinto,
eu toco nada sinto,
porque o frio, me anestesia.
Nós precisamos ser derretidos.
domingo, 23 de março de 2014
''Quando ela insiste em beijar seu travesseiro...''
Enrolados, como cadarços de criança, nunca conseguíamos nos livrar; do desejo, do medo, da luxuria, que penetra em nossa pele quando estamos nós dois, no quarto fechado e escuro, transpirando e suspirando, enquanto todos lá fora seguem suas vidas, trabalham em algo ou se focam no céu limpo de todas as tardes quentes dessa cidade tão vazia de tanta gente cheia da vida, cheia de ódio, cheia de tédio, de ócio, de medo, assim como nós (...)
Porém, nós dois nos encontramos; partimos corações antes, seguimos duas estradas totalmente longe e curvilíneas, como labirintos...
Mas.. nós chegamos até aqui, aos suspiros e gritos, em noites quentes e agoniantes, aonde meu coração fervilhava em meu peito, enquanto nos entupiamos de cerveja gelada, acalmando o calor que o desejo, o medo e a luxuria nos traz.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Sereníssima
Ès o que me faz forte,
mas também me tornas tão fraco.
Deu-me toda a luz quando tudo parecia um obstaculo...
Seus olhos opacos refletem meu medo,
Meu rosto pálido reflete seu desejo; de sumir, de prender-me em seus braços e escorregar entre as montanhas de seu ego.
Meus pés rastejam entre círculos desenhados em grandes tamanhos, enquanto me fitas de longe, na opacidade do seu olhar, sorrisos doentios e atos improvisados de todos em nossa volta consegue fazer-me adoecer e cair; por entre os círculos.
domingo, 16 de março de 2014
Eu gosto de quando grandes estragos são feitos, aqueles no qual o peito arde, e o cérebro pulsa, fazendo o estômago se contrair em um grande nó.
Isso me torna tão feliz a ponto de quebrar garrafas mas também tão triste a ponto de fazer o mesmo, afinal nossos corpos tão crus, tão cheios de pecado, a falta de juízo invade nossas narinas, fazendo-nos quebrar nosso próprio limite em busca de algo sólido e que nos alivie toda a agonia instalada em nossa alma.
sexta-feira, 14 de março de 2014
10 coisas que odeio em você
"Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"
terça-feira, 11 de março de 2014
"Perdi-me muitas vezes pelo mar,
o ouvido cheio de flores recém cortadas,
a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes perdi-me pelo mar,
como me perco no coração de alguns meninos.
Não há noite em que, ao dar um beijo,
não sinta o sorriso das pessoas sem rosto,
nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido,
se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.
Porque as rosas buscam na frente
uma dura paisagem de osso
e as mãos do homem não têm mais sentido
senão imitar as raízes sob a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos,
perdi-me muitas vezes pelo mar.
Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma."
Federico García Lorca
o ouvido cheio de flores recém cortadas,
a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes perdi-me pelo mar,
como me perco no coração de alguns meninos.
Não há noite em que, ao dar um beijo,
não sinta o sorriso das pessoas sem rosto,
nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido,
se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.
Porque as rosas buscam na frente
uma dura paisagem de osso
e as mãos do homem não têm mais sentido
senão imitar as raízes sob a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos,
perdi-me muitas vezes pelo mar.
Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma."
Federico García Lorca
sábado, 8 de março de 2014
Rezei durantes cinco verões no topo da colina enquanto fumava os cigarros de palha roubados do meu avô, observando as andorinhas e os outros passarinhos.
Minhas unhas roídas, tinham gosto de tequila, meus olhos ardiam mais que a palha se desfazendo pela brasa, minhas mãos eram gélidas como a chuva que caia no final da tarde porém meu coração estava totalmente aquecido pelos chás de camomila que minha mãe preparava para melhorar minhas dores de garganta - um chá tão doce quanto minhas deliciosas memórias; as memórias do primeiro dente de leite que caiu, das noites chuvosas em que o medo e a felicidade se misturavam quando caia a energia, as memórias de quando vi teu olhar pela primeira vez... No baile de formatura.
Minhas unhas roídas, tinham gosto de tequila, meus olhos ardiam mais que a palha se desfazendo pela brasa, minhas mãos eram gélidas como a chuva que caia no final da tarde porém meu coração estava totalmente aquecido pelos chás de camomila que minha mãe preparava para melhorar minhas dores de garganta - um chá tão doce quanto minhas deliciosas memórias; as memórias do primeiro dente de leite que caiu, das noites chuvosas em que o medo e a felicidade se misturavam quando caia a energia, as memórias de quando vi teu olhar pela primeira vez... No baile de formatura.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Você percebe que está sozinho quando tudo que você quer é ficar sozinho; isolado, perdido. Fugir; você quer fugir mas não tem pernas, nem pra onde. Você quer se afundar mas tudo está raso demais.
Essa a solidão; um pires raso e pequeno que te sufoca a cada instante, a cada ventania que dá, o coração salta pra fora, mas fica dependurado, numa agônia infinita - e tu só me fita com os olhos diminutos e a boca aberta num ''O'', ninguém pode me salvar.
Essa a solidão; um pires raso e pequeno que te sufoca a cada instante, a cada ventania que dá, o coração salta pra fora, mas fica dependurado, numa agônia infinita - e tu só me fita com os olhos diminutos e a boca aberta num ''O'', ninguém pode me salvar.
quarta-feira, 5 de março de 2014
I'm crying hearts but i don't have one
A tristeza é um sentimento antigo que nem lembra mais como sentir, porque agora o vazio em meu peito impera e eu posso me jogar de três edíficios que continuo tão inerte como estava.
Me acostumei de uma forma tão massiva, grande, que convivo com a dor; meu órgão, meu tipo sanguíneo. Uma grande, enorme, parte de mim. Um parasita, está aqui, se alinhou a mim e não a sinto mais, porque agora eu sou a dor- sou tão amarga, tão indesejável, tão dolorosa com ela. ''Prazer, meu nome é Dor.''
Sou a Dor, a amargura está em mim, a desconfiança.. Essas pessoas, todas elas eu rodeio de desconfiança; eu te toco, não sinto nada, eu te beijo, minha dor te passo e quando dormimos, o alívio do descanso, se penetra em meu cerébro e o desejo do sono eterno é profundo, constantemente me atiro de três edifícios - mas como eu disse, eu fico inerte.
Fico inerte num ponto totalmente crítico; toco-lhe, toco-me, toco o céu, as estrelas podem até cair, mas a amargura não passa...
Contei exatos 18 anos e não passou;
a amargura
o vazio.
Já a dor, passou.
Porque eu tive de me tornar-la. Tornei-me minha própria dor.
Agora, eu não choro mais.
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