sábado, 7 de dezembro de 2013

This is my city, this is my song, dirty streets where i belong

O lugar de onde eu vim tem muitos problemas - eu tenho muitos problemas por lá.
As ruas, algumas são até bonitas, mas não são acolhedoras. Meus amigos, eu até consigo me divertir com eles, dar algumas risadas, porém não são lá muito de se confiar, aliás, ninguém aqui nesse pedaço é. Ninguém mesmo, sabe? 

A vida aqui é realmente dura, nunca se sabe se vai aguentar por muito tempo, nunca se sabe se vai aguentar andar por todas essas sujas ruas sem ninguém importar com sua situação. Será que é tão dificil assim de enxergar? 

Cada dia que se passa, a cada por do sol, a cada amanhecer e na medida que as estrelas se aparecem no céu e a lua também, eu me congelo e me protejo de todos os demônios que aqui habitam; eu vou conseguir fugir daqui, e seguirei pelo caminho mais feliz, no lugar mais acolhedor.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

''Nada é pior do que morrer e ainda estar vivo''

Dor e sofrimento; Obrigada por me tornarem humana.
Palavras, letras, frases, mãos, pensamentos; Obrigada por me darem voz.


- os mais sinceros dos agradecimentos.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Eu prometi que nunca mais ia escrever sobre isso, porque queria esquecer. Eu prometi que nunca mais iria chorar e consegui fazer isso.
Passei a viver assim; só. Numa ansiedade estranha mas conseguindo me virar.
Os dias foram passando rápidos e iguais, e eu fui me acostumando.
Até que você chegou, de novo. E como sempre, acendeu seu lampejo em mim, e burra que sou, insegura e carente, cai novamente nesse jogo tão sujo, nessas suas palavras tão ensaiadas e repetidas, tão bonitas e cheias de esperança, pra uma pessoa tão fraca como você sabe que sou, tão insegura e difícil, mas você sabe me manejar. Sabe tão bem que me deixa nessa vontade de sumir, e de viver e logo depois nesse limbo que me encontro.
Vou ser sincera; minhas lágrimas estavam secas, meu coração estava gelado, mas agora não mais. Porém daqui uns dias secarei e congelarei novamente.
Entenda; eu não sou sua, eu não sou de ninguém, talvez nem de mim mesma. Ou totalmente de mim mesma!
Acostumei a perder, acostumei a cair, dias tão doloridos que preenchem-me como brasa, fazendo-me avivar e nunca parar pra nenhum imbécil que ouse cruzar meu confuso caminho.

http://www.youtube.com/watch?v=yXRh5w4c5ag#

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Me perdoa por eu sentir medo de tudo. Me perdoe mais ainda por compartilhar meu medo com você.
Eu não queria, não queria isso.
Meu coração é o grande cânion e não desagua pra nenhum mar; sou tão 80 quanto você é 8. Minha mente explode enquanto a sua dorme em epifânias.
O que seria de nós, afinal, se não fôssemos  dois pesos diferentes em uma balança (cada hora o peso se altera).

Eu me visto com um vestido tão longo que acaba cobrindo minha solidão. Ele engole todo o pranto do meu coração, engole todo o 80 que cabe em mim. Ele é preto também, e isso se camufla ainda mais.
Então, quando você se foi, todas as noites eu guardava muito bem meu Grande Cânion Coração bem por baixo do Longo Preto Vestido, e ia para as ruas tão podres dessa cidade (as mesmas que costumávamos dividir a balança) em busca de algo que me fizesse voar, como você fez. Mas todos eram tão 80 como eu. Todos apenas serviam para entulhar mais pedras no Grande Cânion Coração.

Passaram-se os dias, mais de 180 dias. Eu não contei, mas eu acho. 
Comecei a vestir apenas flores, pequenas flores transparentes que mostravam muito bem minha solidão. Estilhaçavam quem quer as olhasse. Afastava todos porque elas tinham um cheiro forte. Não era fedor, era forte, sabe? Cheiro de ''não olhe para mim''. Era esse.

Só que tuas águas sentiram falta do cânion. Seu 8 do 80. Do peso da balança. E então, eu cedi. Cedi olhando para os rios de água luminosa que guiam minha vida. Eu abandonei o esgoto. Eu abandonei o vestido longo. Eu uso flores, eu sigo rios iluminados.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Desde aquele dia que eu estive em seu quarto, pude sentir sua boca, seus olhos, suas mãos.
Desde aquele dia que eu estive em seu quarto, pude sentir como sou congelada. Como cada toque seu me despertava desejo e nada mais. Como cada beijo seu me despertava paixão e mais nada.
Era isso e acabava, sabe?
E quando você sorriu pra mim.. Meu coração doeu. O que você quer de mim afinal?
Meu corpo? Minha alma? Meu coração?
Pra mim você não passa de um amontoado de desejo que tenho dentro de mim e apenas isso. Mais nada. Afinal, você é um deles.

Sobre os últimos meses

Eu não sinto mais dor. Eu não sinto mais raiva.
Quando sinto não passam de 5 minutos e meu coração se gela novamente. Meu cerébro fica em estado offline de novo.
Tudo que eu sinto é um vazio.
A vida nunca esteve tão boa; sem sentimentos. Sem expectativas. Sem esperanças.
Eu deixarei a sorte me levar, sempre sabendo que ela não existe, que ela não está do meu lado. Eu deixo a vida nas mãos do tempo, mesmo sabendo que ele é traiçoeiro. Nada mais posso fazer, só me resta esperar.

domingo, 3 de novembro de 2013

O rancor que sinto é grande.. Como vi certa vez uma frase: ''Minhas mágoas não afogam.. Elas usam boias.''
Isso faz parte do caos que se instala dentro de mim!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

"Ela lhe contou histórias, ele a ensinou a voar... Amavam-se, mas eles não queriam crescer..."

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Entreguei-me aos problemas a tão ponto, que virei um. Entreguei-me aos problemas a tão ponto, que parei a vida por conta deles.
È insaciável a vontade que tenho de perder a memória e até mesmo sumir; eu poderia passar dias e dias embaixo das cobertas, até derreter, mas eu não posso, eu não posso fugir, eu não também não posso fingir e o que resta para mim? O que resta para mim é esperar por algo que nunca chega, algo que não sei o que é, algo tão maçante e agoniante que dá pequenos nós no meu cerébro, e pequenas fincadinhas no estômago, me fazendo definhar a cada segundo, a cada momento.
Sinto que não há saída mais.. Eu fiz tudo que podia, eu tentei de tudo, realmente, e eu ainda tento, mas sempre que a alegria começa a aparecer, a escuridão me empurra pra baixo, e mais uma vez eu caio... E também, mais uma vez, os julgamentos são enormes. E eu percebo como estou sozinha; sem família, sem deus, sem amigos e sem minha própria companhia.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Há muito tempo eu parei de culpar os outros e vi que a única culpada sou eu.
Eu sou uma vagabunda mimada e egoísta, eu sinto como se tivesse todos os defeitos do mundo...
Mas ao mesmo tempo, eu quero fugir daqui, fugir de todo mundo, essas pessoas, essas mesmas caras e fuças, me fazem mal, querem me queimar viva e assistir a tudo.
Estou com medo, eu sou o medo, eu era a dor.

domingo, 20 de outubro de 2013

Você está sozinha

Me sinto assim, assim; assim, sabe? Não tem como explicar.. È só que me sinto sozinha na maior parte do tempo.
Me sinto vazia.
Vida vazia, cabeça vazia, coração vazio...
Mas eu ainda respiro.. Mas, sabe, é como se.. Se eu não vivesse mais. Estou amortecida. Sinto um vazio enorme, que pode até ser uma grande amargura e paranóia e tristeza imensa e também medo! Só isso que sinto, mais nada. Desconfio até dos meus próprios pés. Pra onde eles podem me guiar afinal?

Mas como eu disse, eu ainda respiro.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dentro de mim neva e o dia esta cinza como os meus sentimentos.

Qual foi a última vez que você sorriu e riu espontaneamente?
Qual foi a última vez que você ficou um dia sem pensar nos seus problemas?
Qual foi a última vez que você não sentiu medo, nem pressão das pessoas a sua volta? Aliás, quanto tempo atrás você ainda confiava em alguém?
Faz tanto tempo que não faço nada disso... Faz tanto tempo que eu não me deito na cama sem uma paranóia. Faz tanto tempo que eu andei na rua pela última vez sem medo de ser perseguida. Faz mais tempo ainda que eu deixei de viver, de respirar, de ver alegria nas coisas.
Me restou sobreviver. Me restou dormir e esperar com medo pelo dia seguinte.
Nada de bom acontece. Nada muda. A mesma inércia. O mesmo vazio no peito. O mesmo sufoco. A mesma agonia e ninguém se importa.

domingo, 15 de setembro de 2013

Eu não nasci pessimista
Eu aprendi a ser.
Eu não nasci amarga
A vida me tornou assim.

Se você me ame, aceite isso.
Se você me quer, aceite isso.
Eu nunca fui de mudar por ninguém.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Martírio

Quando eu acho que estou bem, vem tudo de uma vez, que nem uma bola de neve!
Mas vivendo.. Vivendo.. Empurrando a vida, sem esperar nada, sem criar expectativas e vendo da forma mais negativa possível.
È assim que ainda consigo ''viver'';sobreviver, sem sentir tanto o peso do mundo nos ombros.

sábado, 7 de setembro de 2013

Indie Rokkers


Seus olhos
Seu cabelo
Sua boca
Seu sorriso
Sua forma engraçada de falar
E de me olhar
E também de dançar.
O jeito como você sorri pra mim
Eu não consigo..
Eu não consigo ficar sem abrir um fucking sorriso,
sem ceder aos seus beijos,
aos seus abraços.
Eu falo de você
Eu penso em você
A todo instante
A toda hora
Uma merda de eu clichê...
Eu sei,
È que fazia tanto tempo que eu não sentia essa merda de paixão.
Estou até.. gostando.


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Eu estou apaixonada e isso não sai com demaquilante.

Esse sufoco
Essa incerteza
Essa agonia.
                                       Suprindo toda a carência e frustação com pizza e comprando maquiagens. Afinal de contas, na minha cabeça nós conversamos toda as horas.

domingo, 1 de setembro de 2013

Our Deal

No momento em que ficávamos juntos, geralmente nas quintas, sextas ou sábados, costumávamos sempre encher a cara, seja de remédios, bebida, ou fumar. Fumávamos e conversávamos, nos beijávamos... E nesse tempo você sempre dizia: ''Você também curte foder teu corpo né? Curte se destruir.'', e eu sempre ria e sempre afirmava, e tu sempre dizia que também fazia o mesmo, era nosso trato.
Mas agora, pelo visto, eu gosto muito de foder com minha cabeça, minha mente e meu cérebro, nessa obsessão doentia que estou tendo por você, seu masoquista, seu viciado de merda.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Conformismo

Acontece que chega uma hora que você cansa; cansa de se afundar nos seus problemas, e de se importar com pessoas e opiniões que só te empurram pra baixo, e passa a não esperar mais nada de ninguém, e muito menos da vida.
È como se você estivesse anestesiado, completamente tão cheio de tudo, que o que te resta é respirar fundo, e ignorar tudo, levando essa merda de vida com a barriga.

domingo, 25 de agosto de 2013

''O Globo: O senhor crê que a literatura tem alguma capacidade de provocar mudanças no mundo?

José Saramago: A resposta está na pergunta. Pretendo tocar os leitores, criar polêmicas, estimular discussões. Mas isto não significa que a literatura tenha poder para mudar o mundo. Já não é pouco que seja capaz de exercer influência sobre algumas pessoas. O mundo é demasiado grande, somos mais de sete bilhões os que habitamos neste planeta, e o poder real está nas mãos das grandes multinacionais que evidentemente não nasceram para ser agentes da nossa felicidade.''

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Auto-explicação 2

1- Eu estou muito feliz por estar conseguindo ir atrás das coisas que quero <3
2- Eu estou com medo de não passar na faculdade e nem fazer intercâmbio.
3- Eu estou muito carente, quero muito 1 pessoa e se não for ele, quero ficar sozinha.
4- Já me acostumei com algumas coisas, que antes me deixavam triste e muito abalada, sem forças, hoje apenas me deixam triste.
5- Alguns amigos estão apenas me empurrando, tenho essa sensação.
6- Coisas que não me incomodavam antes (opiniões alheias, olhares alheios, ficar perto de pessoas) estão me incomodando e muito!
7- Enjoei de baladas. Quero ficar em casa. Mas acabo indo pra balada e nao ficando em casa e lógico, me decepcionando..

Auto-explicação.

Antes eu era uma pessoa muito inspirada para escrever. Escrevia todos os dias, falava da minha tristeza, do amor, de tudo que eu sentia, e pensava, das coisas a minha volta.
Aí, eu parei de ser assim.
Porque me acostumei com a tristeza, porque me acostumei com meus sentimentos loucos, que cada vez, ficam mais loucos e confusos, assim, toda vez que eu tentava escrever, não conseguia, é como se minha vontade fosse tão pouca que eu não conseguia nem coloca-lá no ''papel''.
Sempre gostei muito de escrever, tenho inúmeros textinhos e contos em alguns blogs meus, cadernos e perdidos em arquivos do computador e isso que me mantém viva, de certa forma, eu prometo que vou tentar escrever mais novamente, arrumar esses sentimentos tão confusos e doidos em palavras certas e precisas.

domingo, 14 de julho de 2013

Cornerstone-Arctic Monkeys



Tell me where's your hiding place
I'm worried I'll forget your face
And I've asked everyone
I'm beginning to think I imagined you all along

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Antes do Amanhecer

"Desilusão do sonhar acordado
Cílio de limousine
Ah, querida,com seu lindo rosto…
Derrama uma lágrima em minha taça de vinho
Olhe para esses grandes olhos
Veja o que você significa para mim:
Bolos e milk-shakes
Eu sou um anjo desiludido
Sou um desfile de fantasias
Eu quero que você saiba o que eu penso
Não quero que adivinhe mais
Você não faz ideia de onde eu vim
Nós não sabemos para onde vamos
Jogados na vida…
Como afluentes de um rio…
Flutuando rio abaixo, pregos pela correnteza
Eu te levo
Você me levará
É como poderia ser
Você não me conhece?
Você não me conhece ainda?"

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A paranóia nunca foi tão doce,

a amargura nunca foi tão aceita.
A cada passo que eu dou, a cada piscar de olhos, meu cérebro dá um nó tão grande que minha paranóia, é minha proteção, meu sofrimento meu único escudo; sou uma pessoa que já viveu problemas todos a ponto de sempre espera-los, sempre aceita-los. Não me importo mais, aprendi a cair, aprendi a me render, esperança morta pulsa no meu sangue.
G., pode ir embora se quiser, pode ir, mas tenta não demorar ao voltar, porque vez ou outra, algumas das noites de solidão, eu sinto falta de você, dos seus olhos castanhos que sorriam ao me ver, dos sussurros e gemidos comprimidos; ''fala baixinho, geme baixinho, ninguém pode saber que estamos aqui.''


segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá? Eu sou uma granada — repeti. — Só quero ficar longe das pessoas, ler livros, pensar e ficar com vocês dois, porque não há nada que eu possa fazer para não ferir vocês; vocês estão envolvidos demais, por isso me deixem fazer isso, tá? Não estou deprimida. Não preciso sair mais. E não posso ser uma adolescente normal porque sou uma granada."

domingo, 9 de junho de 2013


Jareth: Sarah, cuidado. Eu tenho sido generoso até agora, e eu posso ser cruel.

Sarah: Generoso? Quando você foi generoso?

Jareth: *O tempo todo*! Tudo que você quer eu tenho feito. Você pediu que o bebê fosse levado. Eu o levei. Você se acovardou na minha frente e eu fui assustador. Eu rearrumei o tempo. Eu fiz o mundo ficar de cabeça para baixo. E eu fiz tudo isso por você! Eu estou exausto de tanto cumprir as suas expectativas. Isso não é ser generoso?

Jareth: O que eu peço é tão pouco. Apenas me tema, me ame, faça como digo e eu serei teu escravo.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

 ''Ser algo abstrato não pondera e nem poderá que, outrora, ampla, e absurda tentativa de condizer que realmente convive em um mundo aberto, mas a mente não se abre para observar que não só, mas como, se isso fora, ou é o cumulo da agonia, você respira querendo apagar, mas algo sempre te afasta da corda que te penderia.''

terça-feira, 28 de maio de 2013

Os céus de Abril




1-
Eu sou dia 12. Ele dia 13. Nós somos dia 16. Nós somos 2 anos atrás... 

2-
Quisera eu voltar naqueles dias tão frios de abril, maio e junho. Quisera eu voltar naquelas noites tão surreais de julho e agosto.

3-
Eu sou a nostalgia. Ele a saudade.
Nós somos o erro.

4-
O tempo todo nós corremos contra verdades e fatos. O tempo todos nós quisemos estar certos enquanto deveríamos ver que estávamos errados.
Estávamos sem controle.
A verdade seja dita, o teatro acabou mas eu ainda faço parte da platéia. Como se eu fosse alguém na fila e você o bilhete esgotado.

5-
Ligações, secreto, segredo. Essas três palavras são nossa chave.
Ligações; ruídos, créditos gastos, risadas, gemidos e provocações. Declarações de amor feitas por fios distantes, soluções e você sempre me consolando. Sua respiração parecia estar em minha nuca.
Secreto; nosso lugar, totalmente fora e dentro de rota. Nunca mais pus os pés lá, nunca mais tive coragem. Já pensei em ir tantas vezes mas tenho certeza que se eu fosse, desmoronaria, como se minhas pernas fossem feitas de plástico, como se lá fosse amaldiçoado.
Segredo; Condiz com as duas palavras anteriores. Ninguém sabe de tudo. Nem nós sabemos. Só eles sabiam; quem nós éramos.

6-
 Abril agora nunca foi mais o mesmo. Os céus de Abril refletem a amargura de um coração, as dores e reviravoltas de um estomago, e uma esperança de olhos jamais entendidos (...)
Por que justo nós, justo eu e você tivemos de nascer tão perto um do outro, na data, mas tão longe um do outro no local?
Se eu pudesse souber disso, mas tudo que sei é que, quando olhar os céus em Abril, verei uma mancha branca desenhada seu rosto. E quando tu olhares, verá pra sempre na copa das árvores um Abril que passou, que foi intenso... Um Abril que errou, quando me fez conhecer você e você, eu.

7-
Nós éramos Abril. Nós somos Abril. Pra sempre.



Juliana Evelyn

domingo, 26 de maio de 2013

''Um dia, ouvi você dizer que aquela árvore era a mais bonita. Era uma macieira grande, porém estranha, feia, situada no centro do cemitério onde as almas vaguejam pela superfície enquanto seus respectivos corpos dormem calmamente encobertos por um lençol de terra. Foi lá pude, pela última vez, ver seus olhos azuis que, como o mar, são carregados para um lugar longe onde qualquer mortal pode chegar. Depois daquele dia, aquele oceano se memórias viajantes, tornou-se meu lugar preferido do mundo. Seu local de partida tornou-se meu refúgio. E as almas que ali vagam, contam-me histórias encantadoras sobre seus últimos toques.

Aquela árvore, me faz lembrar os dias mais felizes da minha vida. Os dias em que lágrimas molhavam meu rosto e inundavam meus olhos ao saber que nunca teria a chance e saber aonde seus pés te levariam.

SUAS MÃOS SELARAM MEU DESTINO e estou eternamente condenada a procurar-te pelo mundo, sentada de baixo desta macieira.''

-Clara Rosin

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Distance

''Mesmo em meus momentos mais solitários, naqueles de mais vazio, sempre senti no fundo a sua presença, porque no fundo sempre soube que embora na distancia, jamais fomos separados. ''

terça-feira, 14 de maio de 2013

''Eu aceito que pessoas sejam apenas passageiras na minha vida, desde que elas não insistam em ser mais do que isso. Não posso ter o trabalho de me apegar e me despedir, porque também não sou mais do que mera alma a caminho de qualquer outro lugar. Não posso ser bagagem de ninguém. Estar preso na alfândega é um estado de espírito, não um capricho.''

Você passa veneno nos meus lábios quando entra no meu quarto, não é?


Com os seus beijos, meu corpo e minha mente parecem estar a ponto de derreter
Meus odiados 19 anos de idade
O seu coração é tão belo que chega a me deixar doente
Porque você me beija, se você não pode fazer nada por mim?
quero ser uma borboleta negra, quero me sentir amado por alguém
Mesmo se isso só acontecer uma vez em dez
Tudo que preciso é daquele único instante
Posso ter aquele único instante?
 
 

sábado, 11 de maio de 2013

Prisão


 “Engaiolada
Nas minhas próprias ideias
Nos meus próprios medos
Em esferas escuras,
Mudas.
Presa por meus anseios
E sonhos.
A dor dentro de meus seios
Insiste
E fica.
Quem dera abrisse asas
E voasse
Pra longe
De mim mesma."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O que me diferencia dos mortos.



Essa grande dor que sinto dentro da minha alma. Isso é o ponto principal, aliás, é a única coisa que me diferencia deles; não é nem a capacidade de amar, porque aonde eles estejam, eles ainda amam seus entes, suas memórias. Porém, não sentem a dor. E a dor, eu a sinto pulsando em mim, se emaranhando nos meus órgãos a medida que respiro – é dessa forma que ela se propaga e se agrava, me definhando, me horrorizando, cada vez mais.


Juliana Evelyn