Como se eu colecionasse estrelas tortas e folhas secas, ou então sapatos de um pé só, eu também colecionava suas fotos, fotos em cores frias e impressas pelas suas digitais mortas, seu sorriso de plástico, da mesma moldura roxa do porta retrato aonde ficam guardadas - no canto mais afastado da casa.
Minha respiração não falhava quando eu colhia as estrelas pelo céu escuro, nem quando eu subia árvores altas para panhar as folhas secas que caiam junto com a temperatura congelante, por mais masoquista e insano que aquilo fosse, porém, quando eu tocava o porta retrato, meus dedos formigavam e eu teria um infarto ali mesmo se não soubesse controlar minha mente tão bem depois de tanto sufoco.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Enterrei-te junto com a agônia dos dias tristes.
Lá estava sua alma tão morta quanto meu amor por ti, mas ainda pairava-se no ar a fumaça de nossos cigarros enquanto meus olhos (gelados, estagnados) iam acompanhando sua alma se partindo e indo em direção a outra direção, a outras pessoas, outra vida.
Eu nunca consegui te dizer adeus.
sábado, 19 de abril de 2014
g-dragon
Minha solidão só cresceu com o passar do tempo
A liberdade para viver do meu jeito
Era também meu maior fardo
A liberdade para viver do meu jeito
Era também meu maior fardo
segunda-feira, 14 de abril de 2014
'Sim, eu odiava ter que me levantar
da cama de manhã. Significava que a vida ia recomeçar e depois de se
passar a noite inteira a dormir cria-se uma espécie de intimidade
especial que fica muito mais dificíl de largar. Sempre fui solitário.
Desculpe-me, creio que não regulo bem da cabeça, mas a verdade é que, se
não fosse por uma ou outra fodidela, não me faria a mínima diferença se
todas as pessoas do mundo morressem. Eu sei que não é uma atitude
simpática. Mas ficaria todo refestelado aqui dentro do meu caracol.
Afinal de contas, foram as pessoas que me tornaram infeliz.'
Charles Bukowski
domingo, 13 de abril de 2014
A tua vida é a tua vida
Não a deixes ser dividida em submissão fria.
Está atento
Há outros caminhos,
Há uma luz algures.
Pode não ser muita luz mas
vence a escuridão.
Está atento.
Os deuses oferecer-te-ão hipóteses.
Conhece-las.
Agarra-las.
Não podes vencer a morte mas
podes vencer a morte em vida, às vezes.
E quanto mais o aprendes a fazê-lo,
mais luz haverá.
A tua vida é a tua vida.
Memoriza-o enquanto a tens.
És magnífico.
Os deuses esperam por se deliciarem
em ti.
Charles Bukowski
Não a deixes ser dividida em submissão fria.
Está atento
Há outros caminhos,
Há uma luz algures.
Pode não ser muita luz mas
vence a escuridão.
Está atento.
Os deuses oferecer-te-ão hipóteses.
Conhece-las.
Agarra-las.
Não podes vencer a morte mas
podes vencer a morte em vida, às vezes.
E quanto mais o aprendes a fazê-lo,
mais luz haverá.
A tua vida é a tua vida.
Memoriza-o enquanto a tens.
És magnífico.
Os deuses esperam por se deliciarem
em ti.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Things i dont like to talk about are killing me
Palavras amargas circundam em minha língua; tão ásperas que machucam o céu de minha boca.
Meu grito é um eco grande no infinito, e inferno é o nome do meio da minha mente.
São cinco vidas inteiras que eu posso sentir dentro de mim, mas só uma eu consegui morrer, eu sobrevivi por tão pouco, eu me apoiei em muito pouco, delirei na escassez da ilusão.
Entalado em meu coração está todo o medo e pânico, entalado em minha mente está todo o sofrimento e promessas não cumpridas, entalado em minha garganta está todas as palavras sujas, as verdades doloridas, as frases jamais ditas e suas mentiras tão deprimentes, que só quando eu falar e berrar tudo que sinto, tudo isso - as palavras, as verdades, as frases e as suas mentiras-, eu serei, eu me tornarei pura novamente.
domingo, 6 de abril de 2014
Sonho de valsa
Eu dancei a valsa como quem não quer nada, masquei uma porção de chicletes e ainda calcei minhas botas para caminhar enquanto observava o anoitecer..
(Pensando bem, tudo que eu faço é sem querer nada, sem vontade.)
Meus olhos vazios, ocos, escuros, se confundiam com a escuridão da noite, minhas botas pesadas se confundia com o asfalto duro.
Minhas mãos suaves ainda estavam em ritmo da valsa de mais cedo, dos amores do passado.
Minha boca mascava chicletes imaginários, sentindo o gosto amargo da solidão, o gosto indeciso de dias vazios embargados em dúvidas: O que serei? Quando serei? Aonde fui? Aonde chegarei?
Em casa, eu danço a mesma valsa. Em casa eu me deito no colchão tentando sair do limbo, tentando tirar o sorriso opaco do rosto, a expressão cinza do rosto pálido, então começo a ver os contornos da minha alma, os medos que ainda me rodeiam, o anoitecer que nunca se vai.
Dentro de mim, eu deixo a valsa fluir...
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