Você deixou comigo um gorro
Um isqueiro
E sua caligrafia
Você levou de mim
O frio no estômago que eu tinha quando atravessava a cidade pra te ver
O opaco das nossas noites
E trouxe o medo de eu estar sempre só.
quarta-feira, 29 de março de 2017
terça-feira, 21 de março de 2017
os opostos me atraem
Me chama a atenção pessoas com a vida totalmente regrada, que vivem em dietas de fibras e comem ovos de galinhas soltas, que tem paciência para comerem morangos orgânicos ao invés de um lanche gorduroso da esquina.
Ok, eu também me chama uma enorme atenção pessoas com a vida totalmente desregrada; geração beat, por exemplo. Loucos e libertinos que largam seus pudores e se entopem de álcool e drogas, que comem cigarros e andam sem um destino fixo; coisa de filme, mas real, algo que sempre carreguei a admiração desde a adolescência - paixão por vidas gastas, pela vida no limite e desejo profundo de manter a liberdade á flor da pele.
''this is our decision to live fast and die young.'' - já dizia Andrew Vanygarden em Time To Pretend.
Quando mais nova eu tinha um desejo profundo de morrer com 21 anos, porque Sid Vicious - meu maior ídolo na época (eu tinha 14 para 15 anos), morreu de overdose aos 21... E hoje com 21 eu vejo que eu não vivi um quarto do que eu quero e vou viver.
A vida sempre dá voltas e coincidências engraçadas, coisas que jamais imaginariamos que estariamos prontos para acontecer, simplesmente acontecem e agimos como se fosse normal - o pensamento positivo e a harmonia com o universo são coisas incríveis.
O ponto que andei pensando em minhas viagens de Mary Jane, era esse; sou um 88 - a mistura do 8 e do 80. A junção da lolita chupando seu pirulito enquando anda pelas ruas balançando seu quadril com a mulher que vira as noites estudando para não surtar na hora de uma prova.
Coisas banais, iguais e sem faixa etária. Uma mistura acontece e uma personalidade se forma; eu sempre me senti fora da casca das pessoas.
Ok, eu também me chama uma enorme atenção pessoas com a vida totalmente desregrada; geração beat, por exemplo. Loucos e libertinos que largam seus pudores e se entopem de álcool e drogas, que comem cigarros e andam sem um destino fixo; coisa de filme, mas real, algo que sempre carreguei a admiração desde a adolescência - paixão por vidas gastas, pela vida no limite e desejo profundo de manter a liberdade á flor da pele.
''this is our decision to live fast and die young.'' - já dizia Andrew Vanygarden em Time To Pretend.
Quando mais nova eu tinha um desejo profundo de morrer com 21 anos, porque Sid Vicious - meu maior ídolo na época (eu tinha 14 para 15 anos), morreu de overdose aos 21... E hoje com 21 eu vejo que eu não vivi um quarto do que eu quero e vou viver.
A vida sempre dá voltas e coincidências engraçadas, coisas que jamais imaginariamos que estariamos prontos para acontecer, simplesmente acontecem e agimos como se fosse normal - o pensamento positivo e a harmonia com o universo são coisas incríveis.
O ponto que andei pensando em minhas viagens de Mary Jane, era esse; sou um 88 - a mistura do 8 e do 80. A junção da lolita chupando seu pirulito enquando anda pelas ruas balançando seu quadril com a mulher que vira as noites estudando para não surtar na hora de uma prova.
Coisas banais, iguais e sem faixa etária. Uma mistura acontece e uma personalidade se forma; eu sempre me senti fora da casca das pessoas.
sábado, 11 de março de 2017
Eu, ele e nosso próprio universo, numa noite sem hora pra acabar, fumando um baseado, a fumaça do verde entra nas nossas mentes e se modificam num milésimo de segundo; o universo não conspira, ele nos ajuda de certa forma.
Would you bleed for me?
Lick it off my lips like you needed me?
Would you sit me on a couch
With you fingers in my mouth?
You look so cool when you’re reading me
Let’s cause a little trouble
Oh you make me feel so weak
I bet you kiss your knuckles
Right before they touch my cheek
But I’ve got my mind made up this time
‘Cause there’s a menace in my bed
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
And I’ve got my mind made up this time
Go on and light a cigarette
Set a fire in my head
Set a fire in my head tonight
Would you lie for me?
Cross your sorry heart
And hope to die for me?
Would you pin me to a wall?
Would you beg or would you cry?
Stick a needle in your hungry eyes for me?
Let’s cause a little trouble
Oh you make me feel so weak
I bet you kiss your knuckles
Right before they touch my cheek
But I’ve got my mind made up this time
‘Cause there’s a menace in my bed
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
And I’ve got my mind made up this time
Go on and light a cigarette
Set a fire in my head
Set a fire in my head tonight
Don’t forget me, don’t forget me
I wouldn’t leave you if you’d let me
When you met me, when you met me
You told me you were gonna get me
Don’t forget me, don’t forget me
I wouldn’t leave you if you’d
I’ve got my mind made up this time
‘Cause there’s a menace in my bed
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
Can you see his silhouette?
And I’ve got my mind made up this time
Go on and light a cigarette
Set a fire in my head
Set a fire in my head tonight
Tonight, tonight
Set a fire in my head tonight
Luzes de neon continuam a piscar nas lojas agora fechadas, e os ônibus pararam de passar; duas horas da madrugada e a magia está em todo lugar, seja na cidade ou em alguma savana, seja na cama com duas pessoas fazendo amor ou em uma biblioteca vazia com livros antigos.
A magia do tempo; só ela cura, só ela muda tudo de lugar e tira seu foco - ou prende sua atenção. A magia do tempo traz o amor muitas vezes esquecido em algum copo de cerveja ou alguma mensagem não respondida, acalenta meu medo em seus braços e posso dormir bem. A magia do tempo traz muitas vezes lembranças dormentes á tona; lembrar de algo que aconteceu na época escolar, lembranças mornas e rasas mas que de certa forma aparecem em sua mente, em momentos aleatórios e improváveis.
quinta-feira, 9 de março de 2017
Saia da sua zona de conforto e busque mais do que glitter entre os cabelos, rosas nos dedos e bombons de cereja, tenha em mente todas as ruas vazias e casas abandonadas que possa encontrar no caminho; nada é pouco pra quem quer vencer a vida na unha, tudo é demais para aqueles que dormem pensando no inferno de ser quem é.
A cidade não dorme, eu também não; penso no vinho quente e barato derramado no vestido branco de seda, penso no batom borrado na gravata do moço ao lado, penso até nas vezes que arranhei minha pele em busca de respostas - um total momento de ansiedade...
Por falar em ansiedade, eu e a cidade somos ansiosas; temos insônia, somos rápidas, mas paramos por alguns momentos; as coisas nunca engrenam da maneira que queremos... Mas tudo é como deve ser; efêmero, sútil.
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