terça-feira, 28 de maio de 2013

Os céus de Abril




1-
Eu sou dia 12. Ele dia 13. Nós somos dia 16. Nós somos 2 anos atrás... 

2-
Quisera eu voltar naqueles dias tão frios de abril, maio e junho. Quisera eu voltar naquelas noites tão surreais de julho e agosto.

3-
Eu sou a nostalgia. Ele a saudade.
Nós somos o erro.

4-
O tempo todo nós corremos contra verdades e fatos. O tempo todos nós quisemos estar certos enquanto deveríamos ver que estávamos errados.
Estávamos sem controle.
A verdade seja dita, o teatro acabou mas eu ainda faço parte da platéia. Como se eu fosse alguém na fila e você o bilhete esgotado.

5-
Ligações, secreto, segredo. Essas três palavras são nossa chave.
Ligações; ruídos, créditos gastos, risadas, gemidos e provocações. Declarações de amor feitas por fios distantes, soluções e você sempre me consolando. Sua respiração parecia estar em minha nuca.
Secreto; nosso lugar, totalmente fora e dentro de rota. Nunca mais pus os pés lá, nunca mais tive coragem. Já pensei em ir tantas vezes mas tenho certeza que se eu fosse, desmoronaria, como se minhas pernas fossem feitas de plástico, como se lá fosse amaldiçoado.
Segredo; Condiz com as duas palavras anteriores. Ninguém sabe de tudo. Nem nós sabemos. Só eles sabiam; quem nós éramos.

6-
 Abril agora nunca foi mais o mesmo. Os céus de Abril refletem a amargura de um coração, as dores e reviravoltas de um estomago, e uma esperança de olhos jamais entendidos (...)
Por que justo nós, justo eu e você tivemos de nascer tão perto um do outro, na data, mas tão longe um do outro no local?
Se eu pudesse souber disso, mas tudo que sei é que, quando olhar os céus em Abril, verei uma mancha branca desenhada seu rosto. E quando tu olhares, verá pra sempre na copa das árvores um Abril que passou, que foi intenso... Um Abril que errou, quando me fez conhecer você e você, eu.

7-
Nós éramos Abril. Nós somos Abril. Pra sempre.



Juliana Evelyn

domingo, 26 de maio de 2013

''Um dia, ouvi você dizer que aquela árvore era a mais bonita. Era uma macieira grande, porém estranha, feia, situada no centro do cemitério onde as almas vaguejam pela superfície enquanto seus respectivos corpos dormem calmamente encobertos por um lençol de terra. Foi lá pude, pela última vez, ver seus olhos azuis que, como o mar, são carregados para um lugar longe onde qualquer mortal pode chegar. Depois daquele dia, aquele oceano se memórias viajantes, tornou-se meu lugar preferido do mundo. Seu local de partida tornou-se meu refúgio. E as almas que ali vagam, contam-me histórias encantadoras sobre seus últimos toques.

Aquela árvore, me faz lembrar os dias mais felizes da minha vida. Os dias em que lágrimas molhavam meu rosto e inundavam meus olhos ao saber que nunca teria a chance e saber aonde seus pés te levariam.

SUAS MÃOS SELARAM MEU DESTINO e estou eternamente condenada a procurar-te pelo mundo, sentada de baixo desta macieira.''

-Clara Rosin

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Distance

''Mesmo em meus momentos mais solitários, naqueles de mais vazio, sempre senti no fundo a sua presença, porque no fundo sempre soube que embora na distancia, jamais fomos separados. ''

terça-feira, 14 de maio de 2013

''Eu aceito que pessoas sejam apenas passageiras na minha vida, desde que elas não insistam em ser mais do que isso. Não posso ter o trabalho de me apegar e me despedir, porque também não sou mais do que mera alma a caminho de qualquer outro lugar. Não posso ser bagagem de ninguém. Estar preso na alfândega é um estado de espírito, não um capricho.''

Você passa veneno nos meus lábios quando entra no meu quarto, não é?


Com os seus beijos, meu corpo e minha mente parecem estar a ponto de derreter
Meus odiados 19 anos de idade
O seu coração é tão belo que chega a me deixar doente
Porque você me beija, se você não pode fazer nada por mim?
quero ser uma borboleta negra, quero me sentir amado por alguém
Mesmo se isso só acontecer uma vez em dez
Tudo que preciso é daquele único instante
Posso ter aquele único instante?
 
 

sábado, 11 de maio de 2013

Prisão


 “Engaiolada
Nas minhas próprias ideias
Nos meus próprios medos
Em esferas escuras,
Mudas.
Presa por meus anseios
E sonhos.
A dor dentro de meus seios
Insiste
E fica.
Quem dera abrisse asas
E voasse
Pra longe
De mim mesma."