''Um
dia, ouvi você dizer que aquela árvore era a mais bonita. Era uma
macieira grande, porém estranha, feia, situada no centro do cemitério
onde as almas vaguejam pela superfície enquanto seus respectivos corpos
dormem calmamente encobertos por um lençol de terra. Foi lá pude, pela
última vez, ver seus olhos azuis que, como o mar, são carregados para um
lugar longe onde qualquer mortal pode chegar. Depois daquele dia,
aquele oceano se memórias viajantes, tornou-se meu lugar preferido do
mundo. Seu local de partida tornou-se meu refúgio. E as almas que ali
vagam, contam-me histórias encantadoras sobre seus últimos toques.
Aquela árvore, me faz lembrar os dias mais felizes da minha vida. Os
dias em que lágrimas molhavam meu rosto e inundavam meus olhos ao saber
que nunca teria a chance e saber aonde seus pés te levariam.
SUAS MÃOS SELARAM MEU DESTINO e estou eternamente condenada a procurar-te pelo mundo, sentada de baixo desta macieira.''
-Clara Rosin
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