Me chama a atenção pessoas com a vida totalmente regrada, que vivem em dietas de fibras e comem ovos de galinhas soltas, que tem paciência para comerem morangos orgânicos ao invés de um lanche gorduroso da esquina.
Ok, eu também me chama uma enorme atenção pessoas com a vida totalmente desregrada; geração beat, por exemplo. Loucos e libertinos que largam seus pudores e se entopem de álcool e drogas, que comem cigarros e andam sem um destino fixo; coisa de filme, mas real, algo que sempre carreguei a admiração desde a adolescência - paixão por vidas gastas, pela vida no limite e desejo profundo de manter a liberdade á flor da pele.
''this is our decision to live fast and die young.'' - já dizia Andrew Vanygarden em Time To Pretend.
Quando mais nova eu tinha um desejo profundo de morrer com 21 anos, porque Sid Vicious - meu maior ídolo na época (eu tinha 14 para 15 anos), morreu de overdose aos 21... E hoje com 21 eu vejo que eu não vivi um quarto do que eu quero e vou viver.
A vida sempre dá voltas e coincidências engraçadas, coisas que jamais imaginariamos que estariamos prontos para acontecer, simplesmente acontecem e agimos como se fosse normal - o pensamento positivo e a harmonia com o universo são coisas incríveis.
O ponto que andei pensando em minhas viagens de Mary Jane, era esse; sou um 88 - a mistura do 8 e do 80. A junção da lolita chupando seu pirulito enquando anda pelas ruas balançando seu quadril com a mulher que vira as noites estudando para não surtar na hora de uma prova.
Coisas banais, iguais e sem faixa etária. Uma mistura acontece e uma personalidade se forma; eu sempre me senti fora da casca das pessoas.
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