Entreguei-me aos problemas a tão ponto, que virei um. Entreguei-me aos problemas a tão ponto, que parei a vida por conta deles.
È insaciável a vontade que tenho de perder a memória e até mesmo sumir; eu poderia passar dias e dias embaixo das cobertas, até derreter, mas eu não posso, eu não posso fugir, eu não também não posso fingir e o que resta para mim? O que resta para mim é esperar por algo que nunca chega, algo que não sei o que é, algo tão maçante e agoniante que dá pequenos nós no meu cerébro, e pequenas fincadinhas no estômago, me fazendo definhar a cada segundo, a cada momento.
Sinto que não há saída mais.. Eu fiz tudo que podia, eu tentei de tudo, realmente, e eu ainda tento, mas sempre que a alegria começa a aparecer, a escuridão me empurra pra baixo, e mais uma vez eu caio... E também, mais uma vez, os julgamentos são enormes. E eu percebo como estou sozinha; sem família, sem deus, sem amigos e sem minha própria companhia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário