A tristeza é um sentimento antigo que nem lembra mais como sentir, porque agora o vazio em meu peito impera e eu posso me jogar de três edíficios que continuo tão inerte como estava.
Me acostumei de uma forma tão massiva, grande, que convivo com a dor; meu órgão, meu tipo sanguíneo. Uma grande, enorme, parte de mim. Um parasita, está aqui, se alinhou a mim e não a sinto mais, porque agora eu sou a dor- sou tão amarga, tão indesejável, tão dolorosa com ela. ''Prazer, meu nome é Dor.''
Sou a Dor, a amargura está em mim, a desconfiança.. Essas pessoas, todas elas eu rodeio de desconfiança; eu te toco, não sinto nada, eu te beijo, minha dor te passo e quando dormimos, o alívio do descanso, se penetra em meu cerébro e o desejo do sono eterno é profundo, constantemente me atiro de três edifícios - mas como eu disse, eu fico inerte.
Fico inerte num ponto totalmente crítico; toco-lhe, toco-me, toco o céu, as estrelas podem até cair, mas a amargura não passa...
Contei exatos 18 anos e não passou;
a amargura
o vazio.
Já a dor, passou.
Porque eu tive de me tornar-la. Tornei-me minha própria dor.
Agora, eu não choro mais.
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