terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A mulher de peixes que eu mais amo

Vovó, 
nunca escrevi sobre você, porque nunca me passou pela cabeça já que só escrevo quando estou triste.
Não tenho muito o que dizer, apenas que ela deveria ser metade do que você é e fazer metade do que você faz, e ter metade da coragem que você tem.

São tantas as lembranças boas e os agradecimentos; as risadas no fim de tarde no rancho, o cheiro do almoço no fogão a lenha, os números para jogar na MegaSena que sempre me pedia porque achava que eu tinha o dom da adivinhação...

Vó, você sabe de tudo no seu humilde mundo, sabe até contar o infinito apenas cozinhando numa panela simples enquanto me faz rir na beirada da mesa... A metade da sua sabedoria se encontra no tamanho da capacidade que você me ensinou do que é amor e coragem.

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