O segundo antes do primeiro beijo. As incontáveis horas que meu coração parecia parar, ou seriam milésimos de segundos?
Eu nem soube o que responder, mas lembro como nossas mãos se encaixavam. Minha mão na sua calça jeans, o primeiro ato do primeiro encontro, línguas girando em céus da boca e toda uma ansiedade contida em forma de estralos de dedos e goles na cerveja.
Você, seu sorriso quando me faz rodar como uma bailarina, você, seus dedos enfiados na gola do meu vestido; eu não sei de onde você vem, não sei se prefere a dor aguda de uma dor de cabeça ou a rapidez de um golpe, o que me impede de avançar e entrar nas suas fronteiras, de te pedir para arrebentar as pérolas de meu colar e se acalentar em meu colo - assim, a agonia se empoleira no meu estômago, enchendo-o de bichos saltitantes a medida que você cede as forças da sua batalha.
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