quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

15/02/2017 sp brasil

Eu, com medo de fazer tudo errado, com medo de não acertar o murro na ponta da faca, continuo escovando meus cabelos duzentas vezes até conseguir pensar em um ponto fixo, continuo acendendo um cigarro atrás do outro, mas parei de comer as unhas.
Olho para dentro e tento buscar algo bom. Nas minhas viagens com a Erva, eu me imagino muito além de tudo isso.
Me imagino além do barulho dos trem, das provas de faculdade e dos copos de cerveja; me vejo a garotinha magrela de catorze anos que conseguiu realizar seu sonho e está em um universo paralelo. Sinto orgulho? Sinto medo? Tenho a absoluta certeza que se este momento estivesse acontecendo há 8 anos atrás, a cadeia de emoções seria a mesma; estou aqui. Sou eu; cinzas de cigarro, um alucinógeno e restos de glitter na poeira; um eterno por que.

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