Tempo, escapa, passa rápido. Quando eu era uma criança, ele se arrastava devagar, o natal demorava pra chegar, e meu aniversário então.. Se rastejava pelas paredes. E sempre parecia que os domingos iam ser infinitos, me dava uma tensa sensação de solidão. Parece que foi ontem, e já se fazem mais de 14 anos. Engraçado, não? Os domingos de quando eu tinha 8 anos, passavam mais devagar que esses 14 anos se passaram.
Agora, tudo voa. Uma hora parece um minuto. Isso é bom, mas também não é, acho que tudo é culpa dessa minha ansiedade ranzinza, que me faz ter uma agenda de atividades na cabeça, repetindo para mim mesma não esquecer de realizar nada. Maçante.
O tempo pode ser cruel, pode ser karmico, dependendo das suas ações. O tempo pode te dar mas pode te tirar. E ele tirou ele próprio do meu avô - meu avô não tem mais noção de tempo; não sabe mais que ano estamos, não sabe mais como tomar um banho. Ele esqueceu da época que era jovem, esqueceu de tudo um dia que foi bom ou ruim, mas de qualquer forma eram coisas que aconteceram a ele - o tempo foi lá, e roubou. Doença maldita; ele esqueceu até dos tempos que passou comigo em domingos eternos... Há 14 anos atrás.
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