A mira nada mais proporciona um tiro certeiro no meu peito de carne e osso
de quem sem sustento algum faz das tripas coração
e desliza pela superfície rochosa de corações aleatórios
a boca em um copo sujo de bar
que desce o líquido amarelo dos perdedores
enquanto pneus de camionetes cantam pelo asfalto quente,
a pupila dilata dos olhos castanhos do menino a frente,
tragando sua erva daninha,
faz-me pensar no que aquelas pupilas guardam,
mesmo meu estômago já guardando nós os suficientes
de ecos que nunca se calam,
os pneus continuam a cantar até a cerveja acabar.
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