Se há direito ao choro, eu me esgoelo. Se há direito ao ter, eu me apeteço. Se há direito ao beijo, eu transo. Se há direito ao medo, eu me aflijo. Se há direito ao ato, eu me desfaço.
Cada linha, cada traço, em tudo isso desapareço. Cada dia, cada noite, em tudo isso soluço.
Viver em meio a dor, porque se há direito em pensar, eu me confundo, da mesma forma que se há direito de me apaixonar, eu me odeio. Mas por que?
Se há direito ao 8, eu sou 80.
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