Baby,
não se afaste assim de mim,
venha e me ame
nos lençóis vermelhos
de nosso sexo ardente.
Não deixe-me ficar
sem lhe sentir profundamente.
Venha e me lambuze
com teus desejos sórdidos,
brinque com nossos fetiches
e deixe com que nossas almas
nos guiem para os pecados
da carne.
Beije-me fortemente,
apertando minha cintura
de encontro ao seu corpo,
passando suas mãos fortes
por entre meus cabelos.
Remexa meus sentidos.
Deixe-me rebolar arduamente
em cima de seu colo dominador.
Enquanto vejo em sua expressão
a hipnose de nossa explosão.
Baby,
lhe quero nessas noites frias,
onde meu coração se petrifica
com a solidão.
Quero-te em minha cama solitária,
onde meus pensamentos
correm em direção à imaginação
de seus toques
e meus dedos descem
por entre minhas pernas abertas.
Nas noites em que me toco
pensando nos seus toques,
sinto sua ausência
pairar sobre os cantos
das paredes
e meu corpo arder
com a chama de meus desejos por ti.
São em meus sonhos
nas madrugadas,
em que corro para perto
de sua alma
e lhe beijo com a gostosura
de meu tesão nos elevadores
de nossa relação.
Não deixes com que me percas de ti,
não vá andando assim,
caminhe ao meu lado,
apertando minha bunda
enquanto andamos,
beijando meu pescoço
enquanto nos perdemos por aí.
Não deixe com que minha alma
se afunde em mim,
leve-a daqui para dentro
de seu universo particular,
onde as estrelas que iluminam
meu corpo nu ascendem o fogo
de meu coração inflamando-se
de excitação por ti.
Baby,
quero é perder-me por suas órbitas,
oscilar em seus pensamentos,
permanecer aquecida nas noites frias,
dormir ternamente
nos cobertores de sua alma.
Deixe-me sentir a febre
de seus sentidos,
delirar com seus toques
que queimam-me com o choque
de nossa fundição.
Quero é lhe sugar a alma,
lhe transmitir mil e uma
sensações diferentes,
deixar nossas áureas percorrerem
por entre nossos corpos unidos
e sincronizar nossos sentimentos.
Sua ausência
tem me causado arrepios,
um medo que invade os poros
de meu corpo
e me consome por inteira.
Um medo de não poder mais
sentir-te intensamente,
medo da perdição
de nossos olhares,
dos choques efusivos
de nossos corpos se tocando,
medo de não poder lhe ter mais
dentro de mim,
afundando-se em mim.
Baby,
eu lhe digo novamente,
meus desejos por você
tornaram-se incandescentes,
não se apagam
nem mesmo em sua ausência.
Não deixe-me cair
no infinito vácuo de seu silêncio.
Serei eternamente
sua gatinha selvagem.
- Flavia M. (vomite-me)
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