Ecoa no meu peito o silêncio funebre de dias que jamais se vão, mas jamais ficarão enraizados na parte feliz da minha aura.
Doentio e carnal, enquanto ''vagabunda'' saia da sua boca sem mais delongas, a língua raspava do céu da boca até os dentes e em seguida esbanjava um sorriso de escárnio doentio ao ver a melancolia nos meus olhos mas nada poderia mudar, já ficou fixado na sua alma densa, empoeirada, como uma estátua num museu da Itália.
Bata-me como se eu fosse seu único amor, mas não se esqueça que no dia seguinte, o gosto do conhaque fica amargo e não adoça mais a boca, os dedos tingirão sua alma de preto e no fim do dia, perceberás que deixou o amor passar, amor de vagabundo.
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